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Educação na mídia

 
05 de fevereiro de 2012



Opinião: Ministério da Educação de Base

''Na verdade, o MEC é o Ministério do Ensino Superior e Escolas Técnicas; pouca importância é dada à educação de base'', diz o senador Cristovam Buarque

Fonte: Folha de S.Paulo (SP)



Durante os meses em que fui ministro do presidente Lula, recebi centenas de parlamentares em audiências. Apenas um deles fez um pedido relacionado ao ensino fundamental. Poucos falaram sobre as escolas técnicas. Quase todos trataram do ensino superior. Na verdade, o MEC (Ministério da Educação) é um Ministério do Ensino Superior e das Escolas Técnicas. As ações educacionais de base para crianças e adolescentes estão sujeitas à falta (e à desigualdade) de recursos dos Estados e municípios. 

O ministro comemora as suas realizações e assume responsabilidades apenas no que se refere ao ensino superior. Ele não assume a responsabilidade pelo analfabetismo e pelo atraso educacional. Os governos FHC e Lula aumentaram o número de alunos no sistema superior e criaram novas escolas técnicas, mas o Brasil não saiu da vergonhosa tragédia de sua Educação de base. E tanto a ampliação do sistema universitário quanto a do ensino profissional estão fracassando por falta de base educacional de seus alunos. 

Acesse a íntegra do artigo aqui.

O Grupo Folha não autoriza a publicação na íntegra do conteúdo produzido pelo jornal Folha de S.Paulo


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Como sempre, o brilhantismo de Cristovam em defesa da Educação é uma voz troante, que infelizmente não foi ouvida pela ?capitis diminutio? do político Lula, senão Cristovam ainda hoje seria o nosso Ministro da Educação.
Cristovam está com a razão quando defende, como política pública, a educação de base em lugar da preferência governamental pela colação superior. Apenas faço ressalva quanto ao ensino técnico, que reputo importantíssimo para a formação básica, porque já prepara o cidadão para o trabalho desde cedo. Quem não se lembra das escolas técnicas de comércio, que prosperam no país, e que já encaminhavam o indivíduo para o mercado de trabalho?

O Brasil continua não primando por uma escola pública básica de alta qualidade, porque não investe substantivamente recursos como uma obrigação constitucional. Vejam que, do Orçamento da União para 2012, foi cortado 1, 9 bilhão de reais para a Educação. Como se pode acreditar na seriedade desse governo federal, se os gastos com educação são tratados de forma política e não como obrigação constitucional?

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