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Educação na mídia

 
22 de fevereiro de 2012



Promessa de investimento

O Governo de Goiás garante que fará um investimento de R$ 3 bilhões em toda a rede pública estadual em 2012

Fonte: Correio Braziliense (DF)



O Governo de Goiás garante que fará um investimento de R$ 3 bilhões em toda a rede pública estadual em 2012. O valor corresponde a 25% do orçamento do estado vizinho do Distrito Federal. No entanto, não há informação de quanto, como nem quando parte desse dinheiro será enviado para as Escolas do Entorno.

A Secretaria de Educação goiana também não explica como retomará as atividades dos laboratórios de informática fechados há um ano, após portaria assinada pelo governador Marconi Perillo (PSDB) mandando os monitores voltarem às aulas convencionais.

“As mudanças promovidas nas Escolas da rede estadual, dentro do processo de reforma educacional em curso, não implicam no fechamento de bibliotecas ou laboratórios. Esses espaços destinados a atividades pedagógicas complementares devem ser mantidos sistematicamente acessíveis aos estudantes e professores e, em alguns casos, também à comunidade.

O que muda, com o retorno dos professores efetivos às salas de aula, é que, a partir de agora, o professor regente é quem conduzirá a utilização desses espaços pelos seus estudantes. As Escolas e os professores da rede estadual estão se adaptando a essa nova realidade”, informou a Secretaria de Educação, por meio de nota.

Sobre a greve dos trabalhadores da Educação, a secretaria lembrou que ela foi considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça de Goiás há uma semana.

Por meio de liminar, ainda não julgada pelo mesmo tribunal, o juiz Fábio Cristovão de Campos Faria impôs multa diária de R$ 30 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintego), em caso de descumprimento da decisão.

O magistrado afirmou ainda que o governo estadual “respeita o pagamento do piso salarial da categoria, que houve aumento salarial, inclusive com impacto financeiro relevante”.

Reivindicações
O descumprimento de uma plano de carreira anunciado por Marconi Perillo no meio do ano passado é o principal motivo do movimento grevista, segundo a presidente do Sintego, Ieda Leal. “O governo modificou tudo em dezembro, substituindo o plano de carreira por uma bonificação por desempenho”, reclama ela.

Além do respeito ao plano de carreira, que prevê gratificação de até 50% para professor com especialização, a categoria exige melhorias nas condições de trabalho. O mais baixo salário de um professor em Goiás é R$ 1.460 por 40 horas semanais, sem direito a auxílios para transporte e refeição.

O profissional efetivo ganha apenas 5% de bonificação, após cinco anos de trabalho. Pela mesma carga horária, um professor do DF, por exemplo, não ganha menos que R$ 3.300, incluindo os benefícios. (RA)


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