
Da Redação do Todos Pela Educação
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Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, divulgados nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que metade dos jovens brasileiros está atrasada nos estudos. O percentual de estudantes de 15 e 17 anos na etapa do ensino adequada era de 50,9% em 2009.
Veja aqui o estudo completo
Confira alguns dos gráficos do estudo
Essa é a média do País, mas no Norte e Nordeste a situação era ainda mais preocupante, já que somente 39,1% e 39,2% de jovens estavam no Ensino Médio – nível adequado para a faixa etária. Para se ter uma ideia, o Sudeste tinha 60,5% da população de 15 a 17 anos na etapa esperada. Na última década, os resultados melhoraram, indica a Pnad: em 1999, menos de um terço da população estava no Ensino Médio entre os 15 e 17 anos.
As desigualdades na renda da família, segundo o IBGE, exercem grande influência na adequação idade/série: entre os 20% mais pobres da população, 32,0% dos adolescentes de 15 a 17 estavam no Ensino Médio. Já entre os 20% mais ricos, 77,9% acompanhavam os estudos regularmente.

Rendimento familiar é determinante
De acordo com a pesquisa, as desigualdades estão diminuindo no quesito acesso ao sistema educacional. Mas o nível de renda familiar ainda é uma fonte de desigualdade importante, principalmente nos ciclos de ensino não obrigatórios.
Em 2009, apenas 30,9% da população mais pobre frequentavam a Educação infantil (de 0 a 5 anos). Entre os 20% mais ricos, esse percentual era de 55,2%. Na faixa dos 6 a 14 anos, que corresponde ao ensino fundamental, o acesso à escola (97,8% em média) era praticamente igual em todos os níveis de rendimento.
O acesso à escola entre os jovens de 15 a 17 anos era de 82,6% em média. Mas havia grande diferença entre os mais pobres (81,0%) e os 20% mais ricos (93,9%): de quase 13 pontos percentuais. Entre o grupo de 18 a 24 anos, 31,3%, em média, frequentavam alguma instituição de ensino. Nessa faixa, a diferença entre pobres e ricos era de 26 pontos percentuais.

Aumento do acesso à Educação Infantil
Na última década, apontam os dados do IBGE, houve um crescimento do acesso das crianças de 0 de 5 anos à Educação Infantil – em 1999 a freqüência era de 23,3%, passando a 38,1% em 2009. Mesmo nas áreas rurais, onde há menos escolas para este tipo de ensino, houve aumento no acesso, de 15,2% para 28,4% em dez anos.
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