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26 de julho de 2011



Perguntas e Respostas: O que é o Ideb e para que ele serve?

Projetos de lei prevêem que escolas divulguem sua pontuação nesse indicador

 
Perguntas e Respostas: O que é o Ideb e para que ele serve?
 
Reprodução/SXC



Simone Harnik
Da Redação do Todos Pela Educação

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi criado em 2007, mas ainda não é plenamente conhecido pelos brasileiros. Uma pesquisa do Ibope com a Fundação Victor Civita mostrou que 47% dos coordenadores pedagógicos de escolas não sabem o que significa o número.

Conheça alguns sites que facilitam a busca e a interpretação do Ideb

Pelo menos três projetos de lei no Congresso Nacional, propostos neste ano, versam sobre a obrigatoriedade da divulgação do dado pelas escolas. A medida, de acordo com especialistas, pode ajudar a disseminar o indicador e fazer com que as famílias e profissionais das escolas busquem mais qualidade para a Educação.

No entanto, há também os que são contrários à medida, pois escolas que atendem alunos com dificuldades socioeconômicas podem enfrentar dificuldades para elevar seus indicadores, quando comparadas a outras instituições, cujos alunos são originários de famílias com condições mais favoráveis. Além disso, um Ideb baixo poderia provocar desestímulo à comunidade escolar.

Saiba abaixo um pouco mais sobre o Ideb:

 

O que é o Ideb?
É o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, uma das primeiras iniciativas brasileiras para medir a qualidade do aprendizado nacionalmente e estabelecer metas para a melhoria do ensino.
 

Quando o Ideb foi criado? Quem fez?
O Ideb foi criado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Esse órgão é uma autarquia do Ministério da Educação (MEC).
 

Como varia o Ideb?
O Ideb das escolas e das redes de ensino varia em uma escala de zero a dez, assim como as notas escolares variam usualmente.
 

Para que serve o Ideb?
O Ideb é um indicador nacional que possibilita o monitoramento da qualidade da Educação pela população. É um dado concreto, com o qual a sociedade pode se mobilizar em busca de melhorias.


Como o Ideb é calculado?
A partir de dois componentes: a taxa de rendimento escolar (aprovação) e as médias de desempenho nos exames aplicados pelo Inep. Os índices de aprovação são obtidos a partir do Censo Escolar, realizado anualmente. As médias de desempenho utilizadas são as da Prova Brasil, para escolas e municípios, e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), para os estados e o País, realizados a cada dois anos.


Qual é a fórmula para o cálculo?
As notas das provas de língua portuguesa e matemática são padronizadas em uma escala de zero a dez. Depois, essa nota é multiplicada pela taxa de aprovação, que vai de 0% a 100%.

Por exemplo, se a média das notas nas provas de determinada escola for 7 e, se essa mesma escola tiver 70% de aprovação, seu Ideb será 4,9:

7 x 70% = 7 x 0,7 = 4,9


O que são as metas do Ideb?
Na criação do Ideb, foram calculadas metas de melhoria da Educação. Ou seja, se o País tem mais estudantes com boas notas e mais aprovados na escola, isso é sinal de que houve melhora no aprendizado e no sistema educacional. O Ministério da Educação (MEC) tem metas para cada uma das escolas e também para os municípios, estados e para a federação. Acesse aqui. (ou coloque o link em ‘metas’)


Qual é a meta geral do Ideb para o Brasil?
O objetivo principal, segundo o MEC, é que o Brasil conquiste 6 pontos no Ideb da primeira etapa do Ensino Fundamental até 2022, ano do bicentenário da Independência do Brasil. Essa nota é equivalente à média dos estudantes dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em 2005, primeiro dado disponível (e anterior à criação do Ideb, em 2007), a nota do Brasil para essa etapa do ensino era 3,8.


As metas das escolas são todas iguais?
Não. As metas são diferenciadas para cada rede e escola. Estados, municípios e escolas deverão melhorar seus índices e contribuir, em conjunto, para que o Brasil chegue à meta 6 em 2022. Mesmo quem já tem um bom índice deve continuar a evoluir. No caso das redes e escolas com maior dificuldade, as metas prevêem um esforço mais concentrado, para que elas melhorem mais rapidamente, diminuindo, assim, a desigualdade.


Links interessantes

- Portal Ideb

- Planilhas para download download do Ideb

- Nota técnica


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O governo precisa divulgar os resultados, pois já estamos em final de 2011 e só temos as notas de 2007!
Quando poderemos ter ações para melhorar o ensino de escolas que obtiveram notas baixas sem os resultados?
Como as escolas vão melhorar para atingir as metas se não sabem as notas que tiraram?



Sem dúvida que as avaliações sistêmicas preenchem uma lacuna na educação brasileira e impõe uma discussão/reflexão maior acerca dos processos avaliativos. Duas coisas, entretanto, ainda precisam ser atingidas. A primeira é fazer com que gestores/professores saibam fazer uma interpretação pedagógica dos dados para transformá-los em ações; a outra é mudar a exposição midiática dos dados que tem sempre um "tom comparativo geral", quando nós sabemos que cada unidade escolar/sistema tem uma realidade específica. A comparação a ser feita é da escola com ela mesma e do sistema com ele mesmo. Por último, acho que o INEP deixa de relevar uma variável importante que é o enorme crescimento populacional de algumas cidades. Isso faz diferença.

Abraços, parabéns pela matéria e obrigado pela oportunidade.

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