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14 de setembro de 2011



Expectativas de aprendizagem são consenso entre educadores

O desafio é formulá-las com respeito à diversidade dos contextos escolares

 
Expectativas de aprendizagem são consenso entre educadores
 
Alexandre Ondir/TPE



Da Redação do Todos Pela Educação, em Brasília

Pesquisadores, educadores e representantes de diferentes segmentos da Educação entraram em consenso sobre a necessidade da definição de expectativas de aprendizagem para o País, durante sessão do Congresso Internacional: “Educação: uma Agenda Urgente”, na manhã desta quarta-feira (14).

Veja como foi o Congresso Internacional "Educação: uma Agenda Urgente"

“Havia uma tensão entre ensinar e adestrar. A esquerda acusava o currículo de ser um adestramento. Superamos este desafio ideológico e já há um consenso de que temos de educar para a inovação, para a autonomia e para a liberdade”, afirmou André Lázaro, presidente do Conselho Assessor das Metas 2021 da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI).

O evento contou com a participação do diretor do programa de Política Educacional Internacional na Faculdade de Educação da Universidade de Harvard, Fernando Reimers. “Definir padrões nacionais é da maior importância estratégica. As vantagens de ter expectativas de aprendizagem são claras: elas ajudam a alinhar esforços de avaliação, da formação de professores, para o desenvolvimento de currículo. O risco é produzir padrões que sejam para a economia do século XX, e não do XXI, ou seja, que não contribua com inovação, conhecimento e criatividade”, afirmou.

O pesquisador dá sugestões sobre o que acredita ser norteador para a definição de expectativas de aprendizado: “Vivemos em uma época em que há grandes mudanças, devido aos avanços tecnológicos. Temos de preparar os estudantes para o futuro que é difícil de predizer. É preciso que ele tenha as capacidades para desenvolver seu futuro”, disse.

Ambiente escolar
O desafio, de acordo com especialistas, é conseguir uma “igualdade na diversidade”, para a constituição das expectativas básicas de aprendizagem. E, com isso, a escola ganha centralidade: “Ou a escola se transforma ou não teremos nada do que foi combinado. As discussões não mencionam a escola diretamente. O debate não está sendo feito por quem está na escola”, apontou Francisco Soares, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A secretária de Educação do município do Rio de Janeiro, Claudia Costin, afirmou ter feito uma opção de construção coletiva do currículo, em conjunto com todos os professores. Segundo ela, o princípio era não o de oferecer saber enciclopédico, mas sim o de a escola preparar o aluno para ser cidadão crítico. “Cada criança é portadora de um projeto de vida e de sonho. Ela tem de aprender a trabalhar com esse sonho e a refazer esse sonho”, disse.

Para o consultor da Fundação Cesgranrio, Ruben Klein, o currículo deve ser definido por séries, com metas desde a Pré-escola, que possibilitem o reforço dos conteúdos. E outra qualidade que deve ter é ser enxuto e claro. “O currículo básico é a maneira de diminuir a desigualdade. Se queremos que cada aluno tenha a mesma chance de sucesso em qualquer lugar do País, essa é uma das coisas básicas que precisamos definir.”

Sobre o Congresso
O movimento Todos Pela Educação, em parceria com instituições nacionais e internacionais, promove, até sexta-feira (16), o Congresso Internacional “Educação: uma Agenda Urgente”.

O encontro pretende abordar diferentes temas fundamentais para acelerar a melhoria do aprendizado dos alunos e da Educação Básica no País, como: carreira docente, formação inicial do professor, regime de colaboração entre os entes federados, uso das avaliações nas práticas de sala de aula e na gestão educacional, definição das expectativas de aprendizagem, Educação integral, equidade e inclusão, e justiça pela qualidade da Educação. No último dia, em uma sessão especial, o evento congregará movimentos de 13 países da América Latina que, assim como o Todos Pela Educação, se articulam para melhorar a Educação em seus países.

O Congresso Internacional “Educação: uma Agenda Urgente” conta com o apoio institucional do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) e do Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife); com o patrocínio do BID, Fundação Educar DPaschoal, Fundação Itaú Social, Instituto Gerdau, do Itaú BBA e do Instituto Natura; e com o apoio da Agência Tudo, Canal Futura, CNE, Confederação Nacional da Indústria (CNI) e DM9DDB. 


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