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15 de setembro de 2011



Universidade e escola têm que estar alinhadas na formação inicial de professores

Em geral, egressos dos cursos de pedagogia têm pouco conhecimento específico

 
Universidade e escola têm que estar alinhadas na formação inicial de professores
 
Alexandre Ondir/TPE



Da Redação do Todos Pela Educação, em Brasília

É preciso que as universidades estejam alinhadas com as escolas na formação dos professores da Educação Básica. Esse foi o consenso a que chegaram especialistas reunidos na sessão “Formação inicial do professor”, realizada nesta quarta-feira (14) no Congresso Internacional “Educação: uma Agenda Urgente”.

Veja como foi o Congresso Internacional "Educação: uma Agenda Urgente"

Sem uma articulação entre os centros formadores e as escolas, falta aos docentes que ingressam no dia a dia das escolas preparo para a área em que vão atuar. “Os professores que fazem licenciatura têm pouco conhecimento pedagógico, e os de pedagogia têm pouco conteúdo especifico”, disse Isaac Roitman, coordenador do Grupo de Trabalho de Educação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Embora essa articulação seja de extrema importância, a formação docente, na maior parte das vezes, ainda é distante da realidade das escolas. “Os alunos de graduação aprendem a ser professores dentro da sala de aula, e isso ocorre porque a universidade não entende a escola”, afirmou o professor da Universidade de São Paulo (USP) Luis Carlos Menezes.

De acordo com Mozart Neves Ramos, integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE) e do Conselho de Governança do Todos Pela Educação, não há preocupação com a formação docente por parte das universidades. “Aqueles que se dedicam às licenciaturas são vistos como professores de segunda categoria”, disse. Para ele, é preciso construir uma ponte universidade-escola e “trazer para a universidade aqueles professores que se dedicam e que realmente gostam da Educação Básica”.

Currículo
“Se as universidades assumem o papel da formação docente, elas precisam pensar um currículo que atenda às necessidades desses alunos”, disse Ana Inoue, consultora do Itaú BBA. “É necessário discutir o que ensinar e também como ensinar”.

Na opinião de Gisela Wajskop, diretora-geral acadêmica do Instituto Singularidades, os laços entre a formação inicial e o trabalho docente em sala de aula devem sair do âmbito teórico: “A articulação não pode ser apenas no discurso, ela tem que ser visceral. Não basta falar sobre a escola durante a formação. Chegou o momento de elaborar e propor um currículo nacional da formação docente. É preciso saber como será o currículo, quais serão as disciplinas e metodologias que os professores devem saber”.

Carreira
Outra questão levantada pelos debatedores foi a relação da formação inicial com a carreira docente. Para Roberto Franklin Leão, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a carreira tem que ser atraente e o profissional deve se sentir “realizado ao longo de seu percurso profissional, sendo incentivado pelo Estado a ter formação continuada”.

Ele lembrou também que não há aprendizagem “neutra” e que, por isso, é necessário que o professor tenha uma formação sólida e que o prepare para enxergar o mundo de maneira crítica. “Quando você tem um projeto de Educação, ele está sempre subordinado a uma visão política de mundo. Portanto, um professor precisa ter uma formação que permita que ele enxergue isso, que ele leia o mundo de forma crítica e que vá além do conteúdo”, disse.

Valorização do magistério
Para refletir sobre a formação inicial dos professores da Educação Básica é preciso pensar também sobre a valorização do magistério, afirmou a diretora-executiva do Todos Pela Educação Priscila Cruz.“O professor é a principal profissão do país e é preciso reconhecer o papel dele na sociedade. Precisamos ter atratividade na carreira docente e isso tem muito a ver com a valorização do professor. O aluno é nosso grande motivador, mas quem vai fazer com que a aprendizagem aconteça é o professor que está dentro da sala de aula”.

Sobre o Congresso
O movimento Todos Pela Educação, em parceria com instituições nacionais e internacionais, promove, até sexta-feira (16), o Congresso Internacional “Educação: uma Agenda Urgente”.

O encontro pretende abordar diferentes temas fundamentais para acelerar a melhoria do aprendizado dos alunos e da Educação Básica no País, como: carreira docente, formação inicial do professor, regime de colaboração entre os entes federados, uso das avaliações nas práticas de sala de aula e na gestão educacional, definição das expectativas de aprendizagem, Educação integral, equidade e inclusão, e justiça pela qualidade da Educação. No último dia, em uma sessão especial, o evento congregará movimentos de 13 países da América Latina que, assim como o Todos Pela Educação, se articulam para melhorar a Educação em seus países.

O Congresso Internacional “Educação: uma Agenda Urgente” conta com o apoio institucional do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) e do Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife); com o patrocínio do BID, Fundação Educar DPaschoal, Fundação Itaú Social, Instituto Gerdau, do Itaú BBA e do Instituto Natura; e com o apoio da Agência Tudo, Canal Futura, CNE, Confederação Nacional da Indústria (CNI) e DM9DDB. 


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Quado se discute a formação do educador, penso que:
> A formação inicial deve ser presencial e totalmente conectada à realidade escolar. Deixemos a formação a distância para continuidade. Há que se pensar também na imensa oferta de cursos de Graduação existentes, que formam diariamente "professores mal-formados" atuando em nossas escolas.
> Por isso vejo com bons olhos a avaliação para ingresso na carreira, afinal a escola virou lugar em que qualquer um pode entrar e dar aulas, qualquer um pode intitular-se professor;
Acredito na formação continuada dentro da própria escola, envolvendo todo o corpo docente. Para tanto, há que se garantir formação dos gestores, conhecimento pedagógico dos mesmos. Cargo de direção não pode ser moeda de troca política.
> Finalizo reforçando a importância do controle de qualidade dos cursos de graduação espalhados pelo país, e acompanhamento do trabalho do educador pela equipe gestora e comunidade escolar.
> Saliento ainda, que as mudanças que almejamos, precisam ser iniciadas por nós, educadores, dentro de nossas escolas, com OUSADIA, CORAGEM, CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO!!!



Acredito que para a educação melhorar é necessários algumas coisas, por exemplo:
1ºseparar a escola como entidade educativa de local para deposito de crianças e jovens; a inclusão e a universalização só visa o economico momentâneo, é uma ideia de visão curta. a longo prazo é uma catastrofe não só para a educação mas também para o país. E já estamos colhendo os frutos: falta mão de obra qualificada e os filhos dessa nova geração, com vários problemas.
2º: como os professores vão se capacitar? não temos tempo nem para comer e descansar. Para ser sincera, mal dá para ler um jornal inteiro. COMO VAMOS NOS APRIMORAR? "QUANDO"?

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