Milhões de crianças não vão à escola em países pobres

26 de novembro de 2008
Uma em cada oito crianças de países em desenvolvimento não tem acesso à Educação primária, de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) que deixou claro que a meta de colocar todas as crianças na Escola básica até 2015 não será alcançada.

Fonte: DIÁRIO DE CUIABÁ (MT)




Da Reportagem
Uma em cada oito crianças de países em desenvolvimento não tem acesso à Educação primária, de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) que deixou claro que a meta de colocar todas as crianças na Escola básica até 2015 não será alcançada.
Das cerca de 75 milhões de crianças de países em desenvolvimento que estão fora da Escola, cerca de 55 por cento são meninas.
Na África subsaariana, apesar de progressos em países como Tanzânia e Etiópia, um terço de todas as crianças não freqüenta as aulas, segundo o relatório preparado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).
Ainda que isso represente cerca de metade do total global, a Nigéria, país mais populoso da África, é responsável por cerca de uma em cada nove crianças do mundo que não têm acesso à Educação.
A Unesco afirmou que os números, baseados em estatísticas oficiais de 2006, indicam que o objetivo da ONU de alcançar a Educação primária universal até 2015 --parte das Metas do Milênio-- não será alcançado.
Projeções atuais para 2015 apontam que pelo menos 29 milhões de crianças estarão fora da Escola nos países mais pobres, especialmente Nigéria e Paquistão.
A agência da ONU, sediada em Paris, culpou a indiferença política e a qualidade das medidas do setor público nos países do Sul pela situação, mas disse também que os países mais ricos também são responsáveis por não cumprir promessas de ajuda.
DESIGUALDADE ENTRE RICOS E POBRES - Segundo a Unesco, os dados mostram também que há uma enorme desigualdade não só entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, mas também entre camadas abastadas da população de um país em desenvolvimento e suas classes mais pobres.
"As crianças na Grã-Bretanha ou na França têm mais chance de entrar na universidade do que as crianças do Níger ou do Senegal têm de completar o ensino fundamental", declarou a Unesco.
No Peru e nas Filipinas, as crianças da camada que compõe os 20 por cento mais pobres da população tinham em média 5 anos a menos de Educação que as crianças das famílias mais ricas.
"A desigualdade de oportunidades de Educação alimenta a pobreza, a fome e a mortalidade infantil, e reduz as projeções de crescimento econômico. É por isso que os governos precisam agir com mais urgência", disse o diretor-general da Unesco, Koichiro Matsuura.


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