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Apenas 30% dos alunos do 3° ano do Ensino Fundamental sabem ler e escrever

17 de julho de 2014
No interior de SP, alunos que deveriam estar alfabetizados cometem erros grosseiros. Para professores, falta estrutura nas escolas e apoio em casa

Fonte: Bom Dia Brasil




Problemas no ensino público. Segundo o último levantamento do movimento Todos Pela Educação, apenas 30% dos alunos do terceiro ano do ensino fundamental sabem ler e escrever. No interior de São Paulo, o estado mais rico do país, o Bom Dia Brasil encontrou erros grosseiros de estudantes que já deveriam estar alfabetizados.

“O memo está lá dá a mãos”. Parece até outra língua, mas o que a professora lê é um trabalho feito por um aluno de 11 anos, que está na quinta série do ensino fundamental. “Essa atividade era para os alunos descreverem as figuras. Um garotinho tomando banho, uma criança lavando as mãos", explica Elisângela Sacomani, pedagoga.

Em outro exercício, as palavras incompreensíveis na verdade significam apontador, tesoura, cola e giz. Quem escreveu foi um aluno da sexta série, que deveria estar na oitava.

O Plano Nacional de Educação, sancionado pela presidente Dilma Rousseff, para os próximos 10 anos, determina que as crianças aprendam a ler e escrever até o fim do 3º ano do ensino fundamental, que é quando elas estão com 8 ou 9 anos de idade. O último levantamento do movimento Todos Pela Educação revelou que apenas 44% desses alunos dominavam a leitura e 30%, a escrita.

“Para recuperar essas crianças que já passaram da fase correta de alfabetização não tem outro caminho que não uma política pública de reforço para essas crianças. Então, não é algo que o professor sozinho da turma do quinto ano consiga resolver sem um apoio”, comenta Ricardo Falzetta, gerente do Todos Pela Educação.

Para a Associação dos Professores do estado de São Paulo, falta estrutura nas escolas e apoio em casa. “A família não cumpre seu papel. A escola também não tem condição de cumprir o seu papel, porque ela está atrelada a um sistema que é falho. Então, é uma situação muito complicada”, ressalta Alaíde Nicoleti Pinheiro, da Associação dos Professores de SP.

O Ministério da Educação reconheceu as falhas no processo de alfabetização e informou que desenvolve uma série de programas para corrigí-las. “Temos problemas, sim, na alfabetização. Nós estamos trabalhando fortemente para rever, atualizar a política curricular brasileira e qualificar a formação de professores”, afirma Maria Beatriz Luce, secretária de Educação Básica do MEC.
 

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