ProUni para formação de professores já tem sete em cada 10 ingressantes na modalidade a distância

POR Todos Pela Educação 15 Out, 2019

Estudo inédito do Todos, com dados do Inep, mostra que cursos EaD de baixa qualidade recebem grande parte do financiamento público federal

Estudo inédito do Todos Pela Educação revela que há rápida expansão dos financiamentos via Programa Universidade para Todos (ProUni) em cursos de formação de professores na modalidade de Educação a Distância (EaD). O percentual de financiamentos do programa concedidos para ingressantes desses cursos aumentou 368% entre 2013 e 2018. Atualmente, 67% dos financiamentos via ProUni para ingressantes em cursos voltados à docência são na modalidade EAD. Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).
 

 

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A distância e sem qualidade

Continuação de estudo anterior, também do Todos Pela Educação, que chamou a atenção para o forte crescimento de EaD na formação dos futuros professores e que indicou a falta de regulação para a modalidade, os dados do levantamento atual mostram ainda que o Governo Federal vem financiando cursos de má qualidade para futuros docentes: quatro em cada 10 financiamentos ProUni para ingressantes na formação inicial de professores estão indo para cursos EaD avaliados com Conceito Preliminar de Curso (CPC) 1, 2 ou 3. 

 

“No primeiro estudo vimos que, fruto de uma regulação frágil, houve uma forte expansão da EaD na formação de professores - muito acima da média dos outros cursos e na contramão do que precisamos fazer, dado o desafio de efetivamente preparar o professor para a prática em sala de aula. Agora, vemos que não é só uma questão de  regulação: houve incentivo do Governo Federal para que isso acontecesse, com financiamento federal indo para cursos de formação de professores a distância e, mais preocupante ainda, de baixa qualidade. Isso precisa ser revisto urgentemente. Ou fazemos como os países que entenderam que formar um professor é coisa séria, tratando com o mesmo rigor que a formação de um médico; ou continuaremos a observar um cenário que fragiliza a carreira docente e, consequentemente, nossas chances de realmente melhorarmos a qualidade da Educação Básica brasileira”, afirma Olavo Nogueira Filho, diretor de políticas educacionais do Todos Pela Educação.

 

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