Ministério da Saúde adverte: estudar faz bem à saúde

POR Pricilla Kesley, do Todos Pela Educação 11 Abr, 2018

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Saúde e os níveis de escolaridade caminham juntos: o estudo não apenas alimenta um espírito crítico, como também amplia a capacidade das pessoas cuidarem melhor de si mesmas e dos seus entes próximos

Você já reparou que em datas especiais como aniversários e ano novo estamos sempre desejando saúde para quem é próximo? Mais ainda: se você perguntar para qualquer pessoa qual sua maior preocupação, é bem provável que a resposta seja a própria saúde e a da família. Afinal, todo mundo concorda que precisamos estar saudáveis para levarmos a vida adiante.

 

É evidente também que, ao longo da história, o cuidado consigo mesmo e com os outros alcançou um status tão inseparável da existência humana que foi incorporado aos direitos inalienáveis da vida, da saúde e dos tratamentos não cruéis. Cada dia nos damos mais conta de que não basta viver - é preciso viver bem.

 

No Brasil, a saúde aparece como uma das prioridades de investimento da população, mas também figura entre os serviços públicos mais insatisfatórios. De acordo com uma pesquisa do Instituto Idea Big Data, esse é o segundo setor em que as pessoas investiriam caso ganhassem um aumento. Mas, e o primeiro? Acertou quem pensou em Educação.

 

Essa dobradinha não é gratuita. Em um exercício simples de observação dos índices de desenvolvimento dos países, a saúde e os níveis de escolaridade caminham juntos. Tal relação tem sido estudada ao longo dos anos por diversos especialistas e as evidências são animadoras: o estudo não apenas alimenta um espírito crítico, como também amplia a capacidade das pessoas cuidarem melhor de si mesmas e dos seus entes próximos. Não acredita? Então vamos olhar para o que já foi descoberto.

 

Quem estuda mais, vive mais. Uma pesquisa de 2017 da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) com os países membros da organização apontou que um ano a mais de estudo no Ensino Fundamental equivale a 3,2 meses a mais de vida.

 

Quem estuda mais, tem menos doenças. Estudos apontam que quanto maior o tempo de ensino, maior a probabilidade de se ter um estilo de vida saudável, resultando em uma menor incidência de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

 

Mães estudadas, filhos saudáveis. Pesquisas indicam que quanto mais anos de estudo tem a mãe, mais saudáveis são seus filhos pequenos.

 

Ser saudável passa por uma série de decisões - individuais e coletivas - feitas ao longo da vida e essas escolhas, por sua vez, passam por uma Educação crítica e de qualidade. Apostar na Educação agora mudará sua história e a das próximas gerações, que sofrerão cada vez menos com males evitáveis como a morte prematura de crianças pequenas (associado à baixa escolaridade das mães) e terão mais recursos intelectuais para investir em pesquisas sobre enfermidades que destroem famílias como a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) ou o Mal de Alzheimer.



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