Para alfabetização na idade certa, uma política nota 10

POR Todos Pela Educação 24 Set, 2019

Proposta coordenada pelo Todos indica seis pilares para combater o analfabetismo entre as crianças

Enquanto o mundo discute como preparar-se para o futuro, com novos padrões de aprendizagem e resolução de problemas; o Brasil ainda tem pouco mais da metade das crianças de até 8 anos de idade sem saber o básico: ler (54,7%) e operar cálculos matemáticos simples (54,5%). Perdem os alunos, que se veem privados das condições para aprender com mais autonomia; perde o País, que sai em desvantagem logo na largada, com sérias dificuldades para competir em desenvolvimento e inovação.

 

Prejuízo incalculável com raízes claras: um atraso histórico na priorização da Educação e uma descontinuidade crônica de políticas de alfabetização. Para mudar esse cenário, o Todos coordenou a elaboração de diretrizes para uma política nacional para a alfabetização com base em evidências - a iniciativa integra o Educação Já!, um grupo de ações articuladas para darmos um salto na qualidade do ensino, impulsionando o desenvolvimento do País.

 

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A proposta de alfabetização traz seis fatores de sucesso para que todas as crianças sejam plenamente alfabetizadas, olhando para os resultados. Conheçam quais são:

 

1. Recursos Pedagógicos Essenciais: experiências de sucesso mostram que é de extrema importância ter um referencial das habilidades que as crianças em fase de alfabetização devem aprender na escola. Recursos pedagógicos, como currículo e materiais didáticos estruturados, além de formações de professores são o eixo central para que na sala de aula o processo de alfabetização se torne possível e os professores estejam bem preparados. Por isso, a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a partir de um processo de apoio às redes, é crucial e ajudará nas políticas de alfabetização.

 

2. Monitoramento e avaliação: fazer diagnósticos, acompanhar analiticamente os rumos da política através do tempo e propor melhorias, assegurando a continuidade, é parte importante de uma iniciativa que busca resultados. Por isso, as avaliações de larga escala e formativas precisam ser garantidas e seus resultados utilizados dentro e fora da sala de aula.

 

3. Cooperação e incentivos: uma política só é nacional quando a pactuação entre União, Estados Municípios e Distrito Federal é constante e os entes atuam em regime de colaboração. Além disso, propor incentivos para que os municípios e as escolas priorizem a alfabetização das crianças e se apoiem mutuamente nesse caminho, é algo que as evidências apontam como relevante, como o Prêmio Escola Nota 10, que fomenta a troca de boas experiências entre escolas do Ceará.

 

 

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4. Governança Participativa: outro aspecto que precisa fazer parte do desenho de uma boa política são os espaços de acompanhamento e tomadas de decisões estratégicas, como comitês locais e nacional que reúnam representantes de diferentes grupos (MEC, Undime, secretários, especialistas, entre outros). Assim, fica garantido que haverá tempo de discussão, pactuação e revisão, bem como o estabelecimento de fluxos e rituais, garantindo que todos os atores estejam alinhados.  

 

5. Engajamento pelo diálogo: da mesma maneira que espaços de tomadas de decisão são essenciais para o sucesso da política, é imprescindível abrir caminhos para o diálogo com a sociedade e educadores por meio da publicização dos dados e fóruns de discussão. Escutar quem lida com o dia a dia educacional faz parte de construir uma política que se adapta às realidades locais.

 

6. Compromisso técnico e político: por mais que exista uma governança participativa e diálogo para a construção e implementação da política, ela só terá de fato sucesso se houver compromisso político dos grandes tomadores de decisão, e se aqueles que a conduzem nos estados e municípios forem bem preparados tecnicamente.

 

Além de tudo isso, a iniciativa do Todos traz ainda o mapeamento de responsabilidades da União, dos Estados e dos Municípios e indica passos para a estruturação de uma política nacional robusta e bem articulada. Afinal, é preciso que todos os gestores trabalhem sincronizados para que a alfabetização do Brasil seja nota 10. Você pode conferir o material completo no link abaixo:

 

CONHEÇA A PROPOSTA COMPLETA DO TODOS PARA A ALFABETIZAÇÃO

 


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