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Números, para que te quero: por que é importante "medir" a qualidade da Educação?

02 de maio de 2018
Como saber o que está e não está dando certo na Educação? Medidas como o IDEB podem ajudar

Fonte: Todos Pela Educação

Números, para que te quero: por que é importante
Freepik




Por Pricilla Kesley, jornalista do Todos Pela Educação
 
Distribuir recursos e averiguar o andamento das nossas conquistas são práticas comuns à vida da maioria das pessoas. Construir uma casa é mais ou menos assim: cada cômodo pede uma atenção diferente e materiais específicos para que, no final, o resultado seja um lar funcional e confortável para todos. Sabia que na Educação Pública não é tão diferente?
 
Investir em Educação também é construir um espaço útil e adequado para todos os cidadãos se desenvolverem. Esse “espaço” ideal significa dar chances iguais a todos, e isso só será possível quando todas as escolas do País permitirem que, com conhecimentos básicos, todos os estudantes se desenvolvam naquilo que são bons. Parece simples, não? Mas não é.
 
Assim como as várias estruturas de uma casa, cada etapa educacional tem suas especificidades, como os perfis de alunos, as regiões geográficas, etc. E tudo isso está em movimento a todo instante, porque ao mesmo tempo que um adolescente brasileiro está concluindo seus 12 anos de estudo básico, outras crianças já iniciaram seus respectivos percursos escolares. Então como, em meio a esse fluxo intenso, saber o que está e não está dando certo? Fazendo o mesmo que fazemos ao erguer uma casa: colocando no papel as conquistas e o que ainda falta.
 
É aí que entram medidas como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), divulgado a cada dois anos. Representado em uma escala de 0 a 10, esse indicador ajuda a verificarmos o andamento da nossa Educação de maneira constante. O IDEB leva em conta dois aspectos fundamentais: se nossas crianças estão passando de ano (número de aprovações) e se elas estão aprendendo (notas de desempenho nas avaliações nacionais). Por que considerar essas duas dimensões? Porque uma coisa sem a outra não funciona.
 
Naturalmente, como é apenas um número atrelado a duas informações, o IDEB tem limitações. O índice dá apenas uma ideia geral se as escolas, os municípios, os estados e o País estão avançando, acendendo um alerta para os gestores educacionais e para a sociedade. Mas para checar a saúde da Educação de uma maneira mais completa, ele deve estar sempre combinado com outras pistas. Por exemplo: devemos evitar criar uma disputa entre o melhor ou pior estado com base no IDEB - rankings não são uma boa ferramenta para avaliarmos a qualidade da Educação! Isso porque cada um desses locais tem as suas particularidades na vida escolar (como situações de extrema vulnerabilidade, por exemplo) que provavelmente impactam os índices de fluxo e desempenho.
 
Dizendo de outro modo, o IDEB é nosso instrumento de medição valioso como uma espécie de mapa, já que aponta, por exemplo, quais escolas precisam de mais suporte. A comparação entre índices deve ser feita no sentido de identificar experiências que estão funcionando e pensar como elas podem ser calibradas para outras realidades locais - e nunca, nunca para punir os profissionais da Educação.
 
Pensando nisso, cada escola e rede de ensino têm suas próprias marcas a serem atingidas e o País todo tem a meta de chegar ao índice de número 6 em 2022. Agora que você já sabe de tudo isso, que tal acompanhar o IDEB da sua região?
 
Quer saber mais detalhes sobre o IDEB? Leia aqui.

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