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Realidade educacional no Maranhão é considerada grave

28 de outubro de 2017
Na análise de Caio Callegari, coordenador de projetos do Todos Pela Educação, é necessário que os governos invistam de fato na Educação e tornem a área uma prioridade

Fonte: O Estado do Maranhão (MA)




THIAGO BASTOS / O ESTADO

Apenas 40,1% dos estudantes têm aprendizagem suficiente na escrita (Foto: Divulgação) A realidade educacional do Maranhão é grave, conforme concluiu o “Todos pela educação”, organização social sem fins lucrativos que analisou os últimos dados relativos ao setor no estado. Levantamento divulgado pelo Ministério da educação (MEC) e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aponta problemas na formação acadêmica dos Docentes e na estrutura das escolas da rede pública.

De acordo com o MEC, menos da metade (45,4%) dos professores do Ensino fundamental do Maranhão possui Ensino superior completo. Segundo o Governo Federal, o estado neste quesito está bem abaixo da média nacional, que estipula que oito em cada 10 Docentes do país possuam formação acadêmica plena.

Ainda segundo o relatório, menos de um terço (22,7%) dos Alunos do Maranhão apresenta aprendizagem suficiente em leitura. A média é bem inferior à nacional, que estipula que quase 31% dos jovens possuem avaliação satisfatória em leitura. “Não existe cidadania plena sem alfabetização. É necessário que os governos invistam de fato na educação e tornem o setor uma prioridade”, explicou a O Estado o coordenador de Projetos do Todos pela educação, Caio Callegari.

Para o avaliador, a população também deveria se portar como ente fiscalizador das políticas do Governo relativas à educação. “Seria fundamental que a população também exercesse sua parte, ou seja, direcionando suas atenções para o que está sendo feito pelo poder público em investimentos nas escolas e na qualificação do corpo técnico”, frisou.

O coordenador do Todos pela educação, com base nos dados educacionais do Maranhão, também fez críticas à atual gestão do estado. Para ele, a educação precisa ser vista como um investimento a médio e longo prazo. “O gestor precisa pensar em políticas públicas eficazes para que, com o passar dos anos, as soluções efetivas para a educação possam ser percebidas”, disse Callegari.

Mais informações

Outro dado do relatório do MEC e do Inep que chama a atenção é referente à escrita. Segundo o Ministério da educação, apenas 40,1% dos estudantes registram “aprendizagem suficiente na escrita”. Do total de Alunos do Maranhão, 22,7% possuem avaliação positiva em Matemática. Além dos índices relativos ao aprendizado, o estado também não é bem avaliado quanto à infraestrutura básica da rede de escolas. Segundo o levantamento, quase 33% das escolas do Ensino fundamental não possuem requisitos, como rede de esgoto, banheiro e energia elétrica.

Além de apresentar percentuais negativos na infraestrutura, o estudo do MEC apontou ainda que apenas 17,2% das escolas do Ensino fundamental possuem biblioteca ou sala de leitura. O percentual é bem abaixo da média do país, que, de acordo com o levantamento, é de 53,7%. “Estas crianças precisam de ajuda e assistência, para não ficarem ainda mais para trás em seus aprendizados”, frisou a presidente do Inep, Maria Inês Fini.

Para a secretária-executiva do MEC, Maria Helena de Castro, políticas precisam ser adotadas nos próximos anos. “Em 2016, mesmo não comparando com dados anteriores, observamos dados que foram analisados e revelam uma necessidade de adoção de medidas”, disse a dirigente. Não existe cidadania plena sem alfabetização. É necessário que os governos invistam de fato na educação e tornem o setor uma prioridade”

Caio Callegari, coordenador de Projetos do Todos pela educação

Outro lado

A respeito dos resultados da Avaliação Nacional da alfabetização (ANA), divulgados, a Secretaria de Estado da educação (Seduc) informou que os dados refletem o descaso de décadas com educação pública nos municípios, com ausência de investimentos do Estado na aprendizagem dos estudantes. De acordo com a pasta, nos últimos três anos a atual gestão do Governo do Estado instituiu o Programa escola Digna para atuar em regime de colaboração com os municípios e reverter os baixos indicadores educacionais do Ensino fundamental com ações que estão substituindo centenas de escolas de taipa, barro ou estruturas inadequadas por escolas de alvenaria e entregando aos municípios totalmente equipadas.

Além disso, assistência técnico-pedagógica e formação continuada em currículo, avaliação e gestão escolar e, para garantir o acesso e a permanência dos estudantes na escola, foram entregues 80 ônibus escolares aos municípios. Por fim, ressalta a Secretaria que essas ações são investimentos que a médio e longo prazo terão resultado na qualidade da aprendizagem dos estudantes.

Números

22,7% dos Alunos do Maranhão possuem aprendizagem suficiente em leitura

40,1% com aprendizagem suficiente na escrita 

22,7% com aprendizagem suficiente em Matemática

45,4% dos professores do Ensino fundamental possuem Ensino Superior

17,2% das escolas do Ensino fundamental possuem biblioteca ou sala de leitura

67% das escolas do Ensino fundamental possuem infraestrutura básica, como esgoto, banheiro e energia

45,4% dos professores do Ensino fundamental possuem Ensino Superior

Fonte: Ministério da educação e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.


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