FOCO NO PROFESSOR

UM PROJETO INDEPENDENTE

Junto a importantes organizações do terceiro setor educacional, o Todos estruturou uma iniciativa inédita no Brasil dedicada unicamente à valorização e profissionalização da carreira docente: o Profissão Professor. A partir de 2019, esse novo movimento de advocacy, focado em melhorar a qualidade das políticas docentes no País, ganhou independência organizacional, tendo tudo para contribuir com o avanço de mudanças estruturantes em âmbito nacional presentes na agenda do Educação Já!

Conheça a Pesquisa Profissão Docente


A VOZ DO
PROFESSOR
PRECISA
SER OUVIDA.



O Brasil tem cerca de 2,2 milhões de professores: é a profissão mais numerosa do país. Se realmente queremos mudar a Educação, temos de ouvir o conhecimento e opinião de quem fará isso na prática. Pensando nisso, o Todos realizou a pesquisa Profissão Docente: um levantamento com docentes da Educação Básica em todo o Brasil, em parceria com Itaú Social e Ibope Inteligência. Conversou-se
sobre atratividade da carreira, formação inicial e continuada, o trabalho colaborativo com seus pares e a gestão escolar. O resultado desse estudo, você confere logo abaixo.

PESQUISA
ONLINE

Em um questionário rápido, ouvimos 1800 professores sobre referenciais da atuação docente.

Etapa 1

ENTREVISTAS
PESSOAIS

Conversamos em profundidade com 54 professores em uma etapa qualitativa.

ETAPA 2

PESQUISA
VIA TELEFONE

No final, falamos com 2160 professores em uma pesquisa quantitativa.

ETAPA 3

QUASE 2 MESES
DE PESQUISA

Tudo ocorreu entre 16 de março e 7 de maio de 2018.

UM RETRATO DO
BRASIL DOCENTE

Participaram professores da Educação
Infantil ao Ensino Médio (incluindo modalidades especiais).

ALINHADO AO
CENSO ESCOLAR

Consideramos etapa, Estado, capital, interior e dependência administrativa conforme o Censo de 2015.

“Cria-se uma cultura de não-participação.”

“Os professores ficam tímidos mesmo quando abre-se espaço para que eles estejam presentes”. É o que afirma Mara Mansani, que participará pela primeira vez da elaboração de uma política pública em 32 anos de docência"

Leia o especial

“É impossível dar conta”

“Prego a qualidade de vida, a prática de esportes, a boa alimentação, mas na minha própria rotina é muito difícil seguir tudo isso”, lamenta Yolanza Maza, professora de Educação Física e personal trainer. Ela trabalha das 6h30 da manhã às 22h para complementar renda.

Saiba mais

Conhecimento em constante construção

“Ser professora é lidar com pessoas diferentes e seguir se perguntando se está fazendo o melhor que pode”. É a fala de Nayara Xavier de Souza, de 23 anos, professora eventual desde 2014 com 14 turmas na rede estadual de São Paulo.

Leia na íntegra

E elas disseram muito mais!

Atratividade e valorização da carreira, formação inicial e continuada, trabalho colaborativo e tempo extra-classe, gestão escolar e educacional e o perfil dos professores. Tudo isso foi abordado na terceira fase da pesquisa, e os principais aprendizados estão aqui.

  • A maioria dos professores é mulher (62%) e é também a pessoa com maior renda na família (71%). Não basta “amar o que faz”. Ser professor não é um sacerdócio e precisa de políticas públicas alinhadas a essa realidade.

  • 33% estão totalmente insatisfeitos com a carreira, e isso é muito grave. Entre os motivos estão a desvalorização (48% das respostas), má remuneração (31%), rotina desgastante (15%) e falta de infraestrutura e recursos (13%).

  • Além de aumento salarial (62%), os professores querem urgentemente mais formação continuada (69%); escuta para a formulação de políticas educacionais (67%) e a restauração da autoridade e do respeito frente à comunidade escolar (64%).

  • 71% dos professores estão insatisfeitos com sua formação inicial. Para eles, faltaram conhecimentos sobre gestão de sala de aula (22%) e fundamentos e métodos de alfabetização (29%). Ou seja, a prática da profissão.

  • Apesar de ser Lei, apenas 30% dos professores conseguem passar ⅓ do tempo em atividades extra-classe. Vale lembrar que 37% deles dão aula em mais de uma escola e 29% ainda fazem trabalhos extras.

  • O professores querem mais recursos digitais (77%) e materiais de apoio para implementar o currículo (73%). Mas a realidade é outra: apenas 17% afirmaram que seus alunos receberam o material didático no primeiro dia de aula.

  • Em relação à Secretaria de Ensino, além de salário, reconhecimento e envolvimento nas decisões, os professores também estão insatisfeitos com os critérios para progressão na carreira, aposentadoria e principalmente apoio à saúde.

  • Como já dissemos, 49% dos professores não recomendam a profissão. Mas há um agravante: 57% deles têm entre 11 e 30 anos de carreira e 7% têm mais de 31. Se não valorizarmos a docência agora, como vai ser depois deles se aposentarem?

Confira a pesquisa na íntegra

Pesquisa Profissão Docente

A pesquisa completa está disponível para download.

Baixe aqui

Profissão Professor

TEMOS DE APRENDER ESSA LIÇÃO!

Se tudo passa pela Educação, toda Educação passa pelos professores. E a realidade deles precisa mudar se quisermos melhorar a qualidade do ensino em todo o País. É preciso trabalhar em um conjunto de mudanças para promover a valorização do professor, mais formação, melhores condições de trabalho e remuneração. Essa é a lição de casa de todos. A partir da voz dos professores, serão propostos novos pilares para transformar a carreira de quem forma o Brasil.

Conheça também o Educação Já!, iniciativa que apresenta também propostas de políticas para a carreira docente.

EDUCAÇÃO JÁ!