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Especialista fala sobre a experiência com turmas de aceleração de aprendizagem

02 de agosto de 2017
Para Clarice Dantas, técnica da secretaria municipal de Educação de Sorriso (MT), a formação inicial docente deve preparar melhor os professores para lidar com a defasagem idade-série

Fonte: Todos Pela Educação

Especialista fala sobre a experiência com turmas de aceleração de aprendizagem
João Bittar/MEC




Denise Crescêncio
Do Todos Pela Educação

Clarice Vieira Dantas, técnica da Secretaria Municipal de Educação de Sorriso (MT), município que desenvolveu o programa de aceleração de aprendizagem, falou com o TPE sobre o tema. Confira:

A formação inicial docente deveria dar mais atenção a esse assunto?
A formação inicial dificilmente aborda a questão como deveria e os professores se deparam com essa situação ao assumirem profissionalmente a docência, encarando salas de aulas com alunos cujas trajetórias de reprovação se acumulam. Esse é um grave problema e encarar o fracasso escolar desses inúmeros alunos da rede pública consiste em repensar a formação inicial docente no sentido de instrumentalizar esses professores para as possibilidades de aprendizagem e progressão dos alunos. Além disso, são necessárias iniciativas de articulação de políticas públicas que reintegrem esses alunos ao ensino regular.

A metodologia é igual para alunos de uma mesma série ou é específica de acordo com cada aluno?
A metodologia precisa ser diferenciada e pautada em práticas de ensino adequadas às condições de aprendizagem dos alunos com distorção idade-ano, pois o público a ser atendido requer uma proposta pedagógica significativa e relevante, mediante aprendizagens bem sucedidas, que restabeleça a confiança desses alunos na escola, nos professores e na sua capacidade de aprender. Desse modo, a formação continuada é algo determinante para o sucesso do trabalho do professor e  consequentemente da aprendizagem desses alunos.

É muito prejudicial para o desenvolvimento profissional de uma pessoa que em seu histórico escolar conste alguma situação de defasagem idade-série?
Pensando na sociedade do século XXI, cujas competências ultrapassam os limites da aprendizagem mais tradicional, creio que não seja prejudicial, já que além do domínio das competências curriculares o aluno precisa dominar outras, como as interpessoais e intrapessoais. Um aluno que supere as suas dificuldades e limites durante o percurso educacional e busque aperfeiçoamento e desenvolvimento de outras competências poderá superar a “impressão” da defasagem em seu histórico escolar.


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